A fé “numa boa”, mesmo quando tudo é contrário.

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Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação. Habacuque 3:17-18

A situação no país não era boa e ele sentia isso bem de perto. Lembrava-se de um tempo em que o rei fizera uma reforma religiosa e política, colocando as coisas nos seus devidos lugares. Aquele tempo, porém, já fazia parte de um passado, e o que havia agora era só desgraça.

Ele se sente oprimido pelo que se passa ao seu redor. Iniquidade, violência é o que ele mais percebe entre o povo. No meio disso tudo, ele pensa que Deus resolveu se retirar da terra.

A partir dessa percepção, ele entende que as palavras de Deus caíram em um total esquecimento e não existe mais a ação das mãos poderosas de Deus.

Ele procura por Deus, mas Deus não se permite achar em canto algum.

O resultado é Iniquidade, vergonha, destruição violência, brigas, a lei se torna frouxa e a sentença nunca é estabelecida.

Ele então faz uma oração ao seu Deus e nela declara que ouviu a Sua palavra e temeu. Descreve a ação e a manifestação de Deus no meio do povo. Tudo começa a mudar para o profeta.

Da vida desgraçada que enxergava, percebe que, mesmo em dificuldades, o Senhor continua sendo o Deus que o ama, inclui, protege e livra.

Sua condição continua sendo humana, falível, mas sua percepção volta-se para o lugar da habitação de Deus. Sua esperança não era mais nas mudanças que poderiam acontecer no seu mundo. Sua esperança residia em alegrar-se no Deus da Salvação.

Ele então declara que pode faltar tudo, da flor na figueira ao fruto na vide; do produto da oliveira aos mantimentos no campo; das ovelhas, indispensáveis na adoração ao gado, indispensável no alimento e trabalho, porém, mesmo que tudo esteja em falta, não faltará a alegria de ter seu Deus, de se alegar e exultar nele.

Ele percebe que o justo viverá pela sua fé.

A fé que ele expressa não é aquela que anseia pelas realizações, pelos milagres, pelas bençãos, pelas coisas positivas, mas é a fé que permanece fé, mesmo que tudo saia o contrário de suas expectativas.

Se o escritor de Habacuque fosse uma mulher e escrevesse hoje sobre essa fé que vai além das circunstâncias, e o fizesse em forma de canção, talvez sua canção fosse mais ou menos assim:

That I Would Be Good

That I would be good
even if I did nothing

That I would be good
even if I got the thumbs down

That I would be good
if I got and stayed sick

That I would be good
even if I gained ten pounds

That I would be fine
even if I went bankrupt

That I would be good
if I lost my hair and my youth

That I would be great
if I was no longer queen

That I would be grand
if I was not all knowing

That I would be loved
even when I numb myself

That I would be good
even when I am overwhelmed

That I would be loved
even when I was fuming

That I would be good
even if I was clinging

That I would be good
even if I lost sanity

That I would be good
whether with or without you
Que eu esteja numa boa

Que eu esteja numa boa,
mesmo se não fizesse nada

Que eu esteja numa boa,
mesmo quando nada estivesse legal

Que eu esteja numa boa,
mesmo se ficasse e continuasse doente

Que eu esteja numa boa,
mesmo se engordasse 10 quilos

Que eu esteja bem,
mesmo que estivesse falida

Que eu esteja numa boa,
se perder meu cabelo e minha juventude

Que eu esteja disposta,
mesmo não sendo mais a tal rainha

Que eu esteja consciênte,
mesmo não sendo sabe-tudo

Que eu esteja ativa,
mesmo entorpecendo a mim mesma

Que eu esteja numa boa,
mesmo que a verdade fosse escondida de mim

Que esteja ativa,
mesmo quando estiver enfurecida

Que eu esteja numa boa,
mesmo sendo agarrada

Que eu esteja numa boa,
mesmo se perdesse a sanidade

Que eu esteja numa boa,
que fique bem com ou sem você

Clique aqui, para ouvir a música

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