A que pontos chegamos!

A palavra de Deus, hoje não é mais dele. Tornou-se, nas mãos de homens hábeis no discurso, uma mercadoria de grande valor. É fácil ver a liderança da igreja manipulando textos em seus sermões, a fim de criar membresias manipuláveis. O pior é que, além dos púlpitos, este tipo de recurso é apregoado praticamente em todos os meios de comunicação. Nesse sentido, basta que alguém se encontre em um ambiente onde quem decide o que se vai ouvir, ver ou ler seja partidário deste tipo de comportamento, ou até mesmo alguém que já se bitolou, para que pessoas sejam bombardeadas por “mensagens” mercadejadas onde o verdadeiro conteúdo do evangelho é deixado de lado.

Vive-se hoje a enganosa idéia de que a igreja tem que ser grande, forte para ser saudável. A igreja nunca precisou ser grande para ser saudável. A igreja precisa, sobretudo ser saudável, então ela será grande, ainda que composta por uma pequena quantidade de pessoas.
Aliado a estes problemas, a igreja insiste em demonizar tudo. A dor, a pobreza, o desemprego, as frustrações, as doenças, a depressão, tudo é culpa do demônio. Esquecemos que somos responsáveis por toda a nossa vida aqui, enquanto pessoas que têm a capacidade de modificar conceitos. Todavia, é mais fácil culpar o demônio por todos os nossos infortúnios.

Tratando sobre nossos dias atuais, vejo como é deprimente igrejas brasileiras recebendo da boca de irmãos de outros países conceitos sobre espiritualidade, onde ouve-se que “você só será espiritual se agir desta, e não daquela maneira”. Que senso de arbitragem é essa que diz a um determinado grupo de pessoas que elas estão erradas? Por que o errado é o outro e nunca eu mesmo?

É neste caldo de palavra mercantilizada, que são formadas as condutas mais absurdas do cristão atual, onde na maioria das vezes, tudo é proibido e faz mal ao espírito e a carne tem que ser estirpada como se fosse um tumor maligno. Estão se formando na atualidade cristãos que precisam ser tangidos como se fossem meras ovelhinhas e não seres pensantes.

Infelizmente, por causa de uma liderança que pensa, age e cria anômalos cristãos, a boa liderança embarca, sem querer e sem necessidade nesta “canoa furada” e todos são julgados errados, simplesmente por fazerem parte da liderança. E o velho estigma do “pastor que rouba seus fiéis”.

Que tipo de cristianismo será apresentado para a geração de crentes que está por vir?

Que meus filhos não precisem passar e pensar essa situação caótica.

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