A tempestade, o mestre que dormia, a bonança e a canção do discípulo

UM BARCO NA TEMPESTADE
E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este, que até o vento e o mar lhe obedecem? Marcos 4.41
Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Romanos 8.35

A tempestade agitava o barquinho.

O medo estampado nos olhos daqueles que há pouco tempo atras, festejavam a alegria da partilha, indicava que algo precisava ser feito.

Não se sabe quem teve a ideia, mas era preciso acordar o mestre. Não conseguiam entender: enquanto se aterrorizavam, Ele simplesmente dormia.

O mestre, acorda e transforma a agonia da tempestade em paz e bonança.

No céu, que antes exibia raios e trovões, com um ar pesado, de medo, de morte, agora transformado em vento e mar obediente à voz do mestre, desponta a esperança.

A dor e o sofrimento ficam pequenos, tal como gota pequena em mar gigantesco.

A paz, que excede a todo o entendimento, volta aos corações; no lugar de agitação, inspiração.

Há um desejo de viver com o amado para sempre, pois nele há segurança diante das circunstancias mais difíceis.

Descendo do barco, já em terra firme, um discípulo pega papel e caneta, olha para o horizonte e cantarola uma canção, que poderia ser mais ou menos assim:

Enfim
Um horizonte melhor me sorriu
Ao ver esperança no ar
Que dos seus lindos olhos luziu
Minha dor virou gota no mar
Sou feliz pois vejo o amor chegar.

Sinto a inspiração de novo em mim brotar
Um samba novo, amor, eu vou lhe dedicar
Ficar de prontidão, iremos nos armar
De muito amor e então o nosso amor será
O mais bonito, o bendito, o infinito sem conflitos
Nada vai nos separar

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