Apocalipse de João Luiz, por um dia de Graça.

    Ouvi outro dia, a música “Por um dia de Graça”, de Luiz Carlos da Vila, e enxerguei nela verdades profundas do evangelho do reino. A música pode ser encontrada em qualquer mecanismo de busca na internet. Se quiser ouvir a música clique aqui

João, em seu exílio pela causa do evangelho, talvez estivesse pensando nas consequências que sua pregação e defesa do evangelho pudessem levar, além do fato de estar isolado em uma ilha. Pensando nessas coisas, o Senhor Jesus permite que ele tenha visões. Trata-se da “Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo; O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto”

No coração do servo de Jesus, talvez brotasse uma poesia que falasse assim:

“Um dia, meus olhos ainda hão de ver
Na luz do olhar do amanhecer
Sorrir o dia de graça
Poesias, brindando essa manhã feliz
Do mal cortado na raiz
Do jeito que o mestre sonhava”

Dentre tantas coisas reveladas pelo Senhor Jesus, João soube o que aconteceria: “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.”  

E a poesia que não se contem no coração de João, o move em profunda emoção e ele pode então escrever:

“O não chorar
E o não sofrer se alastrando
No céu da vida, o amor brilhando
A paz reinando em santa paz”

Em uma conjunção entre presente e futuro, João é levado a pensar no sangue dos mártires, que deram sua vida pela causa do mestre. Ele fica sabendo que havia uma personagem representada por “uma mulher que estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus.”

João percebe então que o fim da opressão já havia chegado para os que se doaram em vida, e que também chegaria para os que aguardassem o momento do fim de sua opressão. A semente plantada seguiria seu curso, germinaria!

Tal como a semente a poesia brotou no coração de João mais uma vez:

“Em cada palma de mão, cada palmo de chão
Semente de felicidade
O fim de toda a opressão, o cantar com emoção
Raiou a liberdade”

Chegando ao ápice da revelação, João fica sabendo de que Jesus é o único que pode dizer. “Eis que faço novas todas as coisas” e ainda mais:  “Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Omega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida. Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho”

A poesia que se descreve no coração e vida de João é finalmente finalizada e expressa a certeza de algo definitivo:

“Chegou o áureo tempo de justiça
Ao esplendor, do preservar a natureza
Respeito a todos os artistas
A porta aberta ao irmão
De qualquer chão, de qualquer raça
O povo todo em louvação
Por esse dia de graça

E os que viverem da Graça e pela Graça, jamais ficarão de fora desse dia de Graça.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.


4 + seis =