Chacina de almas, corações e mentes

“Por que estás ao longe, Senhor? Por que te escondes nos tempos de angústia? Senhor, tu ouviste os desejos dos mansos; confortarás os seus corações; os teus ouvidos estarão abertos para eles; Para fazer justiça ao órfão e ao oprimido, a fim de que o homem da terra não prossiga mais em usar da violência.” Salmos 10: 1, 17, 18

“(Jesus) …era homem de dores, e experimentado nos trabalhos…” Isaias 53.3b

Eles acordaram cedo como de costume. Prepararam-se para mais uma batalha da guerra que lutavam cotidianamente. Talvez alguns deles nem tenham se alimentado no acampamento, para poder fazer a primeira refeição no front de batalha, junto com os companheiros da mesma guerra.

Na mochila, as armas de guerra, foram acrescentadas uma a uma. Seria um dia difícil. O inimigo se mostrava resistente e dava mostras de que não recuaria nas batalhas que eram travadas.

No caminho de suas unidades até o campo de batalha, foram econtrando-se com os amigos da guerra e mesmo sabendo que iriam para mais um dia de luta travada, caminhavam sorrindo e trocando idéias.

Chegando ao front, cada um ocupou seus lugares em suas máquinas de guerra e começaram a batalhar. A cada instante, o comandante de cada pelotão dava instruções acerca de como derrotar o inimigo de forma mais rápida possível. Essa rotina já estava totalmente inserida no contexto de suas vidas e de certa forma, lutar nessa guerra era algo que fazia bem a cada um daqueles soldados.

Tudo estava correndo como de costume, mas este dia seria totalmente diferente. Um inimigo novo surgira inesperadamente e com um armamento diferente do utilizado na batalha de cada dia. Um a um, os guerreiros foram sendo alvejados. Uns perderam a vida imediatamente, outros em minutos ou horas depois, outros ficaram feridos em seus corpos, mas todos foram chacinados em suas almas, em seus corações e em suas mentes.

Os acampamentos eram suas casas, seus quartos, suas camas.

A guerra do dia a dia, era travada em uma escola.

A luta era contra um inimigo chamado falta de conhecimento.

As batalhas eram travadas no campo das idéias e das práticas dos exercícios.

Os confrontos eram para fazer com que cada um dos guerreiros pudesse ampliar seus horizontes através da absorção do conhecimento e da experiência em sala de aula.

Os amigos da guerra eram os amigos da escola.

Os comandantes dos pelotões, eram os professores.

As armas eram livros, cadernos, lápis, caneta, borracha, apontadores.

As máquinas de guerra eram suas carteiras escolares.

No front da batalha contra a falta de conhecimento, já não existem mais doze soldados, e outros treze estão feridos.

Nos acampamentos, há camas vazias onde ninguem dormirá e mesas onde ninguém se alimentará antes de ir para a guerra, e as mães, pais, irmãos, parentes e amigos choram a partida repentina dos soldados.

Nas gargantas de todos, há um nó e um desejo de falar algo que não consegue sair.

No coração, o desejo de que isso nunca mais aconteça, seja aqui, ou em qualque lugar.

Nele, que era experimentado em dores, que confortará os corações, fará justiça aos oprimidos e fará com que a violência não prossiga na terra, de forma a que mais soldados não sejam sacrificados.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.


9 × um =