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out 30

Estudando para o concílio

Deus não pode ser definido. Qualquer definição de Deus partiria de seres humanos. Seres humanos são de mente finita e não conseguem definir um ser infinito. É possível se ter um conceito de Deus, mas não uma definição de Deus.

O conceito que podemos ter de Deus é que ele é amor. O amor explica Deus e diz quem ele é. Cada atributo de Deus é importante e não se pode colocar um atributo acima de outro. Deus é também espírito e como tal não pode ser visto. Além de espírito ele é espírito pessoal e vivo, isso significa que ele não é um mero objeto passivo da investigação humana. É possível estudar o que Deus criou, mas não é possível estudar Deus. Nesse sentido, Teologia não pode ser classificada como uma ciência que estuda Deus, da mesma forma que é a BIO-logia, GEO-logia, etc. Pode-se estudar terra e a vida criada por Deus, mas não se pode estudar Deus. Do que trata então a Teologia? Trata do estudo do relacionamento de Deus com o universo criado.

Além de ser amor, espírito pessoal, Deus é perfeitamente bom. Sua bondade é perfeita. Falar da bondade de Deus está relacionado com falar do caráter de Deus. Dizer que Deus é perfeitamente bom, implica em relacionar todas as excelências de seu caráter. Deus é quem cria, dirige e sustenta todo o universo criado.

É de Deus o interesse de se revelar ao homem. É ele quem pergunta ao homem “onde estás” quando quer saber o motivo pelo qual o homem estava se ocultando de Deus. Hebreus 11 nos mostra que ao longo da história, Deus se revelou através dos pais, dos profetas, nos últimos dias pelo filho. Deus se revela também na natureza criada e o salmista declara que “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos”. Na sua ação de dar-se a conhecer, Deus disponibilizou algumas fontes de conhecimento: a Revelação, a Inspiração e a Iluminação. Dessas três a que ainda existe é a iluminação. Na revelação Deus faz um desvendamento de si mesmo. Na inspiração, Deus capacita o homem, através do Espírito Santo a descrever em linguagem humana esta revelação que Ele faz de si mesmo. Na iluminação, ainda através do Espírito Santo, Deus capacita o ser humano a entender a revelação que Ele faz de si mesmo.

Considerando que atributos são qualidades relacionadas com um ser existente, e considerando que Deus é um ser que existe desde sempre, podemos perceber que como ser ele possui alguns atributos. Os atributos de Deus podem ser divididos em naturais, que não podem ser comunicados ao homem e morais, que podem ser comunicados ao homem.

Os atributos naturais de Deus são:

Onipresença – Significa que Deus não está restrito ao tempo e espaço. Ele pode agir em qualquer tempo e em qualquer lugar. Não significa que ele encha o universo com sua presença, pois se assim fosse, ele estaria limitado ao universo. Deus é  Espírito, logo, não preenche espaço, pois o que preenche espaço é matéria.

Onisciência – Significa que nada escapa ao conhecimento de Deus. Não há desconhecido para Deus.

Onipotência – Significa que em Deus reside todo o poder. Ele é tão poderoso que nem sequer pode ser tentado pelo mal. Quem pratica o mal é por ele vencido. Se é vencido, não tem todo o poder. Se não tem todo o poder não é Deus.

Unidade – Somados, os atributos de Deus nos dão a ideia de sua unidade.

Infinidade – Significa que Deus é infinito. Deus é onipresente, pois não pode haver limites à sua presença; é onisciente pois sua sabedoria se estende sobre todas as coisas; é onipotente, pois pelo seu poder guia e dirige o mundo.  Todas essas coisas nos dão a ideia de Que Deus é infinito.

Imutabilidade – Significa que Deus não muda. Não muda de propósito nem de natureza. É sempre espírito pessoal perfeitamente bom.

Os atributos morais de Deus são: Santidade, Justiça e amor.

Santidade – É a plenitude da excelência moral de Deus, o princípio básico de suas ações e aferidor único e verdadeiro de suas criaturas. É a soma de todas as suas qualidades morais. A santidade de Deus assegura-nos de que o que ele faz nunca desabona o que ele é. Ela determina o alvo de Deus para a humanidade que é tornar a raça humana semelhante a Ele em santidade. Deus exige que o homem seja santo como ele é santo.

Justiça –  Na justiça de Deus podemos perceber sua intima ligação com a sua santidade. Ele faz sempre o que é direito de acordo com seu caráter. Desta forma, a ação da justiça de Deus pode ser tida como um mau para o injusto e um bem para o justo. Aos que resistem à Justiça de Deus, consideram-na como punição, entretanto, a justiça de Deus é muito mais que castigo, pois sua justiça trata de maus e bons, e sendo a mesma justiça, não pode ser vista como punitiva somente. O amor de Deus é um atributo que revela muito da sua relação com a humanidade. Deus ama com amor que tanto deseja se doar para o amado, quanto deseja relacionar com o amado. O amor de Deus está ligado a uma bondade perfeita.

O universo prova a existência de Deus – O universo é efeito. Todo efeito tem uma causa. A causa do universo é o seu criador, que é Deus. Os 92 atomos não teriam autonomia para gerar o universo tal como foi gerado.

 A história universal prova a existência de Deus – A história universal não registra uma só tribo, por menor que fosse que não possua sua percepção de um ser supremo. Não crer na existência de um ser supremo é crer que ao longo de toda a história da raça humana, em todos os lugares do mundo, ela acreditou em uma mentira.

As percepções provam a existência de Deus – Não há percepção humana sem o objeto da percepção. Em outras palavras, não conseguimos ter percepção daquilo que inexiste, do nada. Na percepção há três elementos indispensáveis: quem percebe, o objeto da percepção e o ato de perceber. Se quem percebe existe, percebe, então há de se concluir que exista também o objeto da percepção. O coração humano tem uma percepção de Deus e isso assegura que ele exista.

A fé prova a existência de Deus – A fé não é somente a base de uma crença em um ser supremo. Ela é também a base de todo conhecimento. O que o homem racionaliza em suas descobertas e busca pela verdade, tem seu início de fato em uma fé de que o que ele busca é a verdade. Ele então satisfaz suas necessidades físicas e intelectuais. Da mesma forma, a fé age no mundo espiritual. Ela revela a necessidade de um salvador. Esta mesma fé que revela a necessidade de um salvador é a que aponta para Deus

A experiência Cristã prova a existência de Deus. – A relação entre o pão e a fome é que o pão sacia a fome. Mas só se sabe que o pão sacia a fome, quando se experimenta o pão. A fé de que o pão é capaz de saciar a fome, por si só, não sacia a fome de fato. A última prova da existência de Deus consiste em o homem experimentar Deus a ponto de saciar sua fome espiritual. Mesmo sendo a fé, a base desse conhecimento de Deus, é somente experimentando Deus, de forma pessoal, que se tem a certeza do que foi sinalizado pela fé.

Há objeções aos argumentos a respeito da existência de Deus. A objeção intelectual compreende que havendo um universo da forma como ele existe, não é necessária a existência de Deus, pois tudo existe com regularidade sem o auxilio de quem quer que seja. Uma refutação dessa objeção é que há leis naturais que o regem o mundo. Todavia, uma lei não é nada a não ser um modo de governar. A lei não é o agente dela mesma. A lei é maneira do governo agir. Deus é o governo que governa segundo as suas leis.

Outra objeção aos argumentos sobre a existência de Deus é a objeção moral. Ela se baseia na existência do mal no universo. Sendo assim, Sendo Deus perfeitamente bom, se não acaba com o mal, é porque ele não é onipotente. Ou se é onipotente e não acaba com o mal é um sádico. Entretanto, quando Deus criou “viu Deus que tudo era bom”. Uma das coisas boas criada por Deus foi a liberdade do homem poder escolher entre obedecer e desobedecer. Escolhendo desobedecer, trouxe sobre si as conseqüências dessa desobediência. Deus colocou uma árvore que poderia comprar essa liberdade de escolha. Se não existisse a árvore, com frutos que foram proibidos de comer, como essa liberdade seria provada? A existência de uma prova a obediência é também uma prova da liberdade do homem, uma das coisas boas criadas por Deus.

Deus foi o criador do universo, logo o universo não tem existência por si só. Ele tem início e terá fim. Não é papel da Teologia determinar a data do inicio do universo. Isso cabe à ciência. O texto sagrado não declara QUANDO, mas declara que FOI criado por Deus. Não há nada que tenha sido criado por Deus que não tenha relação com ele, mesmo sendo Deus maior que o universo criado.  Deus governa o universo por um método uniforme, isto é, por uma lei. A lei não é uma entidade independente, mas é um método. O universo não é governado pela lei, mas é governado segundo a Lei. Deus governa o universo, segundo a sua lei. O propósito de Deus ao criar o universo, é o de criar espíritos livres capazes de fazer a bondade, mas não programados para fazer a bondade. Em bondade, semelhante a de Deus, o homem tem comunhão com Ele. Finalmente, o propósito da criação do universo é glorificação de Deus e a salvação do homem.

Como criador, Deus tem o direito de governar o universo. Deus é soberano, por isso tem poder de governar sobre a criação. Se não governasse não seria soberano, pois soberano sem poder não pode ser soberano.

A vontade absoluta de Deus se estende a toda criação, excetuando o homem. Na natureza, cada planta segue a ordem de reprodução dada por Deus. Assim acontece também com os animais. No caso dos seres morais (homens), Deus o dotou de vontade própria. Por conta disso, a vontade de Deus não é aplicada da mesma forma que entre o restante da criação.

Mesmo tendo o homem a capacidade de escolher e tomar suas decisões, a vontade de Deus é sempre que ele escolha o bem. A escolha do mau não é de fato o desejo do coração de Deus. Nesse sentido, Deus governa não só como criador, mas como pai, que procura levar seu filho a tomar as melhores decisões, permitindo entretanto que este filho escolha por si mesmo.

A doutrina da trindade Divina, embora não seja encontrada exatamente assim descrita no texto sagrado, declara que Deus se revelou de três formas distintas: Deus-Pai, Deus-Filho, Deus-Espírito Santo. Há em Deus três personalidades distintas, sem, contudo existirem três deuses. Os três são pessoas distintas uma das outras, mas em unidade de essência.

João 6.27 declara que o Pai é Deus quando afirma que o pai, que é Deus, selou Jesus para ser aquele que garante a vida eterna. João 1.1. Um texto clássico da declaração de que Jesus é Deus. No princípio era o verbo… o verbo era Deus. Em Atos 5.3 o apóstolo pergunta por que Ananias mentira ao Espírito Santo e completa no verso 4 que aquela mentira fora feita à Deus.

O homem é alma vivente. Por alma vivente compreende-se o fato de que o homem possui corpo e espírito.   O homem difere dos outros animais criados por ter consciência própria, pela capacidade de abstração, pelo reconhecimento de uma lei moral, pela percepção de uma natureza religiosa, pelo poder de escolha de um alvo.

Há certa semelhança entre o Homem e Deus. Genesis declara que Deus, ao fazer o homem, disse que ele seria feito a imagem e semelhança Dele. O fato de Deus ter se revelado ao homem, comprova a semelhança intelectual, caso contrário, a revelação de Deus ao homem não teria significado, assim como não tem para os animais irracionais. O homem se assemelha a Deus também pelo fato de ser de natureza espiritual. Além dessa semelhança natural, há uma semelhança moral. Quando Deus criou o homem, dispensou a ele suas qualidades morais. O homem foi criado bom, com todas as suas tendências para a bondade, perdendo essas características a partir do pecado. O homem não é eterno, mas imortal. Ele é imortal, pois sua natureza essencial é espiritual e essa natureza não morre.

Tendo sido o homem criado a imagem e semelhança de Deus, com sua tendência a fazer o bem, definir a origem do pecado é um grande problema. Podemos dizer que o pecado é uma ação externa ao homem, mas como ele tem o poder de escolher, escolheu pecar. Sendo ação externa, o homem tem uma atenuante diante do pecado. Embora tenha escolhido pecar, ele não pecou sem antes ser tentado a pecar. Esta atenuante da tentação foi utilizada por Deus o Justo Juiz para propiciar o conserto dessa falta. Pecado é um estado mau da alma ou da personalidade humana. Segundo a bíblia o pecado gera a morte. O pecado é também tudo aquilo que nos separa de Deus. O egoísmo é a raiz de todo o pecado e também de todos os males.

Cristologia é o estudo da pessoa de Jesus Cristo, sua natureza e sua obra. Deus determinou a salvação da humanidade desde os primeiros dias. A história do mundo, tal como registrada no texto sagrado revela a intenção de Deus em resgatar a humanidade que havia caído. Nesta ação de resgatar a humanidade. Deus usou de diversos meios, inclusive utilizou-se de pessoas de fora do seu povo para cooperar com seu propósito de salvação.

Além de encontrarmos essa ação na história de povos pagãos, encontramos também na história de Israel. Através da Lei, da profecia e do cativeiro Deus ensinou ao seu povo e o preparou para a vinda do messias.

Jesus tem duas naturezas reais, perfeitas e distintas. Quando em João, os homens de Israel falavam da sua filiação a Abraão, Jesus os criticou dizendo que eles queriam matá-lo por dizer a verdade e que assim faziam pois ele era homem e ainda que Abraão não faria isso. A bíblia ainda afirma que há um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. Jesus possuía elementos da natureza humana, entre eles, fome, sede, cansaço, amor, tristeza. Esteve sujeito as leis naturais de desenvolvimento.

No tocante a sua natureza divina, o próprio Jesus tinha consciência dessa natureza. Ele afirmou certa vez que: “quem vê a mim, vê ao pai”. João 14.9. Tinha poder sobre a natureza criada. Perdoava pecados.

Jesus experimentou dois estados: Humilhação e exaltação. Sua humilhação se deu em três épocas: Quando o verbo se fez carne, quando esteve submisso ao Espírito e às leis humanas e por ocasião de sua morte no Calvário. Sua exaltação se deu em duas épocas: sua ressurreição e sua ascensão.

Enquanto esteve na terra, Jesus exerceu um tríplice ofício: o de profeta, o de sacerdote e o de rei. Esses ofícios foram exercidos da maneira mais perfeita que se possa imaginar. Nesse sentido, não houve profeta que tenha revelado de maneira mais completa a vontade de Deus ao mundo; como sacerdote, ofereceu sacrifício perfeito para expiação de pecados e como rei estabeleceu seu reino e começou a reinar nos corações dos homens.

Na ressurreição de Cristo reside toda a esperança do cristão. Segundo Paulo falando aos Coríntios, se Cristo não tivesse ressuscitado, nossa pregação e fé seriam em vão. As evidências da ressurreição de Jesus são: o tumulo vazio, as aparições, a existência da igreja, a mudança nos discípulos, entre outras. Após a ressurreição Jesus recebe um corpo real, semelhante ao que fora colocado no tumulo, mas que não estava sujeito à morte nem limitado às limitações de todos os humanos.

A salvação trabalha na vida do homem uma mudança que aponta para seu passado, presente e futuro. A salvação em Jesus tem o poder de zerar os pecados cometidos, inserir o homem em novidade de vida, com vistas a uma existência futura, onde conheceremos a Jesus como somo conhecidos. Não somos salvos apenas para escapar da morte, mas para sermos inseridos em nova vida. Para ser salvo, o homem precisa ter convicção do seu pecado e arrependido sentir necessidade de que Jesus o perdoe. Nesse sentido, a salvação que é pela graça, se processa quando o homem aceita esse presente da graça. Quando um pecador abandona o pecado, para seguir a Jesus, dizemos que houve uma conversão. Isto inclui arrependimento de pecados e o abandono deles e fé para seguir a Jesus, aceitando-o como salvador.

A regeneração é a mudança radical operada na alma humana pelo Espírito Santo, tornando a disposição moral do homem semelhante à de Deus.  A justificação é um ato de Deus em que ele declara o pecador regenerado. A santificação é um processo estabelecido na vida do convertido transformando seu caráter de modo a que ele fique mais semelhante possível ao Deus. O próprio Deus convida: “sede santos porque eu sou santo”. É o Espírito santo que opera o processo de santificação.

O Espírito Santo é uma pessoa. Isso pode ser visto pelos atributos que uma pessoa tem, quais sejam pensar, sentir, querer, amar, ter consciência e direção própria. Isso significa que Ele não é uma mera influência. Outras características do Espírito Santo como pessoa: ele fala, ensina, clama. Ele é o consolador prometido por Jesus antes de ter partido.  O Espírito Santo é Deus. Ele possui os mesmos atributos de Deus, eternidade, infinidade, onisciência. Ele é quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo.

Os dons do Espírito Santo são capacidades dadas ao crente para o desempenho de algum serviço. Os dons são distribuídos segundo um critério divino, como Deus quer.

O estado intermediário dos justos é ao lado do Senhor, pois segundo o texto bíblico, nada nos separará do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nem mesmo a morte. O estado intermediário do ímpio é no inferno. Podemos ver isso na parábola que indica que após a morte o rico foi para o inferno.

As escrituras ensinam que a segunda vinda de Jesus será exterior, visível e pessoal. O texto de atos dos apóstolos declaram que assim como Jesus foi visto subindo aos céus, há de vir da mesma forma.

A ressurreição de Jesus é o fundamento da esperança cristã e a garantia da ressurreição daqueles que nele crêem. O texto sagrado afirma que Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem. Sendo ele as primícias, compreendemos que outros ressuscitarão.

Jesus fará o juízo final, pois é aquele que está intimamente identificado com Deus e intimamente identificado com homem. O estado final do justo é o céu, lugar de perfeita comunhão dos salvos com Cristo, lugar de alegria eterna e o estado final dos injustos é o inferno, lugar de total separação de Deus e de sofrimento eterno.

Igreja é uma congregação de pessoas salvas, batizadas, que se juntam para a promoção do Reino de Deus. Encarrega-se de pregar o evangelho, batizando os convertidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Jesus Cristo é o fundador e o fundamento da Igreja. O poder judicial da igreja local é a assembléia.

Existem três sistemas de governo mais conhecido: Episcopal imperial, onde o pastor tem poderes imperiais. Sistema oligárquico, onde a igreja escolhe alguns leigos e um pastor como presbíteros para governarem sobre ela. Sistema democrático ou congregacional, onde a igreja assume a responsabilidade de seu governo próprio sob a presidência de um pastor. O modelo democrático congregacional é o que mais se aproxima com um modelo bíblico.

Há dois tipos de igreja, a igreja local e a universal. A igreja local é uma comunidade de fieis definida geograficamente que se reúne em determinado lugar, motivada pelo mesmo ideal, para cumprir as ordens do mestre, gerindo os assuntos do Reino de Deus. A igreja universal não é definida geograficamente, formada por todas as pessoas que experimentaram a transformação promovida por Jesus Cristo.

A igreja tem o propósito de glorificar a Deus, evangelizar cumprindo dessa forma a grande comissão, produzir crentes maduros e santos, cuidar das necessidades de seus membros e praticar o bem no mundo.

Os oficiais de uma igreja batista são Pastores e diáconos. Diácono significa servo. Aos diáconos compete deixar desembaraçado o ministério pastoral, promover a paz na igreja, promover o bem-estar dos crentes, dar testemunho eficaz, reforçar a liderança. As três mesas designadas aos diáconos são: a mesa do Senhor, a mesa dos pobres e das viúvas e a mesa do Pastor.

A relação da igreja com o Estado é de total separação, mesmo que creiamos que somos cidadãos de duas pátrias.

Batismo e ceia são as duas ordenanças de uma igreja batista. O batismo simboliza o sepultamento do neófito em Cristo, no momento da imersão e a ressurreição quando ele volta das águas batismais. Somente devem ser batizados aqueles que tendo aceitado Cristo como, se tornaram nova criatura. Embora seja para salvos, o batismo não tem poder para salvar. A Ceia é uma comemoração simbólica da morte de Cristo até que ele volte. A ceia pode ser classificada, quanto a participação em Restrita, isto é, destinada a membros batizados numa igreja batista; Ultra-restrita, destinada somente a membros de uma igreja batista local; livre, destinada a todos os crentes batizados em qualquer igreja evangélica e ultra-livre, destinada a qualquer pessoa, sendo crente ou não.

Transubstanciação: É a doutrina que ensina que no ato da celebração acontece a transformação do pão e do vinho na substancia corpo e sangue de Jesus.

Consubstanciação: É a doutrina que ensina que a presença real de Cristo se dá quando a ceia é ministrada, pela união de dois ou mais corpos em uma só substancia concedendo aos participantes bênçãos especiais.

Há três formas de disciplina na igreja batista: normativa, corretiva e cirúrgica. A normativa é estabelecida através dos ensinamentos (escola bíblica, seminários, sermões), a corretiva se dá quando há uma falta, em aconselhamentos individuais, visando corrigir um procedimento errado. E a cirúrgica é o desligamento do rol de membros, que deve ser em último caso.

A relação entre o pastor e a igreja deve ser de absoluta lealdade, amor, carinho, respeito, conforme Hebreus 13.17.

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