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set 27

Filosofia: Finalidade. Alienação e Ideologia

A Filosofia tem o interesse de romper com círculos fechados de condicionamentos aprisionadores. Mesmo sendo um saber antigo, está sempre recomeçando. Isso acontece, porque mesmo que eu me inspire em pensadores do passado, tenho a liberdade de repensar o que já foi pensado. O pensamento se torna grande, quando pode ser repensado e quando nunca se esgota. Somos incentivados por ela a criar um senso crítico, autônomo de forma a não nos deixar presos à experiência coletiva.
A consciência ingênua, aceita passivamente a realidade como lhe é apresentada. É conformista, adaptando-se sem fazer perguntas. A Filosofia nos capacita em uma consciência crítica, onde seja possível dialogar com todos os níveis da vida para vivê-la plenamente.Alienação é um processo pelo qual uma pessoa vive para o outro e para a realidade do outro. Perde-se a consciência de si mesmo e da sua realidade e vive-se em função do outro e de outra realidade. Existe a alienação religiosa que surgiu da necessidade do homem de explicar a origem e a finalidade do mundo e da vida. Como não consegue explicar, projeta um ser superior e atribui a este mesmo ser a origem de tudo. O homem não se conhece como agente da história. Ele desconhece que é ele mesmo que cria a sua realidade, sociedade, política e divisão social do trabalho. Esse desconhecimento chama-se alienação social. Marx define a alienação econômica como exploração do trabalho. O trabalhador produz, mas não recebe o valor merecido pela sua produção. O trabalhador é, dessa forma, desumanizado e transformado na condição de produto. O homem se aliena da sua humanidade quando é transformado pelas relações de produção em mercadoria.

Ao escrever “Ideologia, eu quero uma pra viver”, o compositor comete um erro no sentido de que não existe a possibilidade de viver sem ideologia. Talvez tivesse vontade de dizer “…eu quero outra”. A Ideologia impõe valores e padrões, através de idéias sistematizadas e relacionadas entre si. Serve como justificativa para a realidade como ela se apresenta. Faz com que a diferença socioeconômica seja encarada como normal. Ao se conformar com sua situação de sujeição, o homem se aliena da condição de sujeito de seu destino.

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