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out 31

O rompimento com o mito. A Arqué e o mundo da natureza

Historicamente a cultura e a filosofia grega são compreendidas em três períodos:

Período homérico – A cultura é praticamente construída em cima dos textos de Homero, Ilíada e Odisséia, e de Hesíodo, Teogonias. É a época da explicação mítica.
Período arcaico ou pré-socrático – Surge os primeiros sábios filósofos que lentamente rompem com a explicação mítica. Todos os filósofos deste período estão preocupados e explicar a natureza.
Período Clássico ou socrático – É o período do desenvolvimento das idéias em todos os campos: filosofia, arte, política, literatura, ciência. São representantes desse período, Péricles, Sófocles, Sócrates, Platão e Aristóteles.
Período helênico ou greco-romano – Os romanos dominam a cultura grega, fazendo de Alexandria, no Egito o centro da cultura. Surge na Grécia e em Roma uma pluralidade de filosofias moralistas.

Quando os gregos abandonam a explicação mítica, os primeiros pensadores ficam espantados com a multiplicidade dos elementos da natureza e começam a se perguntar sobre eles. Neste período, conhecido como período cosmológico, devido ao fato de os filósofos considerarem a natureza com fonte única dessa multiplicidade, busca pelo princípio de todas as coisas – a arque. A arque designa aquilo de onde alguma coisa vem e surge. É a unidade que explica a multiplicidade.
Para Tales de Mileto, a arque é a água. Para Pitágoras, eram os números. Parmênides considera como arque, uma unidade essencial: o ser. Heráclito chama o fogo de arque. Como o fogo o mundo está em permanente movimento e transformação. Tudo flui e muda. Para Demócrito e os atomistas a arque é o átomo – partes indivisíveis.
Nesse momento é a Filosofia que faz compreender tudo o que existe, revelando o que se oculta fazendo com que a realidade mostre-se acima da aparência. Aos poucos, os filósofos tomam palavras de significado imediato e mítico e as utilizam com o sentido cada vez mais abstrato. Tentam chegar, desta forma à explicação racional da totalidade e da realidade, sem recorrer ao mito.

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