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set 17

Primeiros passos da igreja em um mundo secular e sincrético

Como pensam errado parte da liderança da Igreja atual! A igreja nunca caminhou sem que existisse um contado como o que hoje é chamado “coisas do mundo”. O Cristianismo cresceu convivendo com um mundo secular e não religioso e não se absteve da vida civil. Originalmente, o evangelho inseriu-se perfeitamente na história da vida humana.
É preciso entender, também, que os primeiros cristãos eram judeus e, como judeus, receberam a palavra do evangelho. Essa perspectiva nos leva a entender que nossa fé não se limita apenas as histórias que envolvem Jesus, mas que envolvem todo o texto bíblico. Assumir nossa crença apenas com base no Novo Testamento é assumir uma revelação incompleta.
Jesus nasce, vive e morre em um ambiente sincrético cultural. É nesse ambiente que Deus se revela humanamente e históricamente. Nasce então uma doutrina que, dentre outras coisas, tenta interpretar a presença de Deus no mundo, na história dos seres humanos e na pessoa de Jesus. Deus se personifica e passa a existir de forma concreta em um homem com totalidade divina.

O Judaísmo está vivendo épocas de libertação nacional e os meios pensados pelos judeus para esta libertação, passava por um governo teocrático que uniria na divindade os sentimentos religiosos e políticos. É importante citar quatro pincipais grupos e suas tendências dentro da comunidade Judaica, nesta ocasião:

Os FARISEUS, que eram o partido do povo, sem gozar das vantagens materiais do governo romano e helenista. Estavam preocupados somente em cumprir a lei tentando aplicá-la na vida diária. Eles criam na ressureição dos mortos e na existência dos anjos, doutrinas que não eram apoiadas pelas antigas tradições Judaicas.

Os SADUCEUS formavam o partido da aristrocracia e, por interesses, colaboravam com o regime romano. Ao contrário dos fariseus, tinham como ponto central da religião o culto do Templo. Não criam em ressureição e em anjos.
Formado por camponeses com iéias puristas, os ESSÊNIOS procuravam se apartar de todo o contado com o mundo gentílico, com o desejo de manter a pureza ritual. Com têndencias escatológicas, criam na vinda do messias, ou melhor, para eles havia três tipos de messias: o mestre da Justiça, cumprido na lei dos profetas; o messias de Israel, que ainda estava para vir e o messias de Arão, que só viria quando houvesse uma libertação político-social.

Os ZELOTES desejavam a libertação política e tinham no trinômio culto-templo-lei o resumo da esperança messiânica. Criam na promessa de que Deus restauraria Israel, mas entendiam que tinham o dever de acelerar a chegada da promessa recorrendo às armas.

Por último, havia os SICÁRIOS, grupo possuidor de leis secretas e comunicação e que recorriam ao assassinato de pessoas inimigas do Judaísmo.
Numa opinião muito pessoal, (colegas de turma, não respondam isso numa prova! Pode não ser a melhor resposta) entendo que Jesus encarnava características dos fariseus, pelo seu relacionamento com o povo e a sua total sepração do regime de governo e à sua opção pessoal pela não-violência.

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