O rebelde em cima da hora – Os sertões do Brasil e a periferia de Israel.

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As terras, marcadas pela própria natureza, eram secas e já não se pode cultivar. O lugar era de sofrimento e solidão. Até mesmo as plantas, que deveriam nascer pela força da natureza, sem que se precisasse cultivar, já negam a sua vida e não nascem.

Não havendo verde, a terra torna-se desolada e o ar foge daqueles que precisam somente sobreviver, respirar. A vida é triste neste lugar.

Nesta terra, de sofrimento e solidão, ainda há homens fortes, que superam a miséria sem fim.

O povo pobre, já não tendo o que comer, arrendavam terras e não tendo como pagar, vendiam seus filhos, filhas, vendiam sua dignidade.

Muitos viraram bandidos, outros profetas, outros messias.

Em séculos passados, na periferia de Israel, em cima da hora, um homem não aceita a sorte do seu povo, do mundo em que ele vivia. Ele caminha entre os humildes, come com eles e se relaciona no cotidiano.

Sendo homem do povo, sabia o que o povo sentia. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e ninguém fazia dele caso algum.

Ao contrário do que fazem os religiosos, ele se dá totalmente, não cobrando nenhum valor em troca. Dessa forma, entra em choque com os religiosos, que cobravam impostos até para fazer a mediação entre eles e o Eterno. Ele se torna um rebelde e é perseguido.

Mesmo sem se ocultar, tenta contagiar o povo com sua mensagem de rebeldia contra as elites, as leis que a sociedade religiosa oferecia. Alguns entendem e o seguem, outros vão em busca dos sinais e do pão que ele compartilhava.

Ele vive por sua gente e morre por sua gente, mas não desiste de pregar a possibilidade de não aceitar o que sociedade hipócrita fazia.

Os seus discípulos, primeiro se dispersam, um nega, outro duvida, mas depois, compreendendo a mensagem de rebeldia que ele oferecera, lutam até o final de suas vidas, defendendo as ideias que o messias rebelde havia lhes oferecido.

Marcado pela própria natureza
O Nordeste do meu Brasil
Oh! solitário sertão
De sofrimento e solidão
A terra é seca
Mal se pode cultivar
Morrem as plantas e foge o ar
A vida é triste nesse lugar

Sertanejo é forte
Supera miséria sem fim
Sertanejo homem forte (bis)
Dizia o Poeta assim

Foi no século passado
No interior da Bahia
O Homem revoltado com a sorte
do mundo em que vivia
Ocultou-se no sertão
espalhando a rebeldia
Se revoltando contra a lei
Que a sociedade oferecia

Os Jagunços lutaram
Até o final
Defendendo Canudos (bis)
Naquela guerra fatal

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