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set 13

Pensando sobre a subjetividade humana

    Fiquei sem postar nenhum texto por quase duas semanas. Isto talvez me impeça de continuar com uma estrutura semanal. Gostaria de dar uma explicação a respeito de meus textos. Não existe nenhuma pretensão de expor todo o conteúdo das aulas.

    Os textos nascem da visão que tenho das aulas e não são as aulas propriamente dita. Esta explicação surge ante a colocação por parte de alguns colegas que reclamaram por eu não estar falando dos assuntos por completo. A partir de hoje, aceitando a sugestão de alguns, estarei postando textos divididos em matéria.

Em Psicologia aprendemos que ninguém é parecido com ninguém. Somos individuais em nossa maneira de ser. Esta forma de ser, denominada subjetividade pela Psicologia é formada a medida em que vamos nos construindo a partir da vivência das experiências da vida social e cultural de cada um de nós. Ao mesmo tempo em que nos faz únicos, pode nos igualar na medida em que os elementos que constituem a subjetividade são vividos no campo comum da objetividade social.

    Na medida em que vamos nos relacionando com o que está a nossa volta e vivenciando emoções, pensamentos, fantasias, sonhos, etc… construímos características que nos fazem ser o que somos. Entendemos também, que o homem pode promover novas formas de subjetividades, quando se recusa a se sujeitar a ter sua memória perdida pela fugacidade de informações e quando se recusa a massificação que estigmatiza o diferente, a aceitação social condicionada ao consumo e a medicalização do sofrimento. Retoma-se, nesse sentindo a seguinte utopia: “cada homem poder participar na construção do seu destino e da sua coletividade”.
– Nosso mundo atual, acelerado, e sempre conectado, gerando informações praticamente em tempo real transformam totalmente nossa experiência de espaço-tempo.
– Novas biotecnologias mudam nossas percepções sobre a morte, a doença, a saúde, a reprodução, o envelhecimento.
– Por não existir mais um mundo bi-polar (Capitalismo x Socialismo) nossa visão de mundo e de futuro em relação as nossas utopias e sonhos torna-se diferente.
– Grandes narrativas em declino e enfraquecimento da religião, da política e do estado, cria indivíduos desamparados.
– A invasão do mercado, ocupando todos os espaços, inclusive onde não deveria, como na religião (teologias da prosperidade) e até no ensino (estuda-se para vender o conhecimento posteriormente)
    Todos estes pontos imediatamente anteriores influenciam na formação da subjetividade.
    Não há como citar as fontes tendo em vista que o conteúdo acima são anotações minhas sobre a aula ministrada.

4 comentários

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  1. Marilia

    Entendi que preservar a memória de experiências vividas não nos torna retrógrados e sim individuos que não se permitem ser atropelados por valores que podem até mesmo nos levar a importar valores que, necessariamente não dependemos deles pra continuar a viver uma vida satisfatória. Não tenho que ter ou ser igual ao outro pra então ser aceito por ele. Posso me relacionar com ele mesmo sendo diferente. Apenas acho que é muito dificil ser compreendido nesse ponto numa sociedade tão consumista em todos os aspectos.Obrigado!

  2. Jhully

    Sou acadêmica do curso de Serviço Social e gostei da forma clara como tratou do tema, vou postá-lo no meu blog…abraços!

  3. Raíssia Nóbrega

    Sou psicóloga e gostei muito como você tratou este tema, gostaria, se possível, receber em meu e-mail sobre outros temas. Obrigada.

  4. Marieta

    Estou cursando Serviço Social e gostei muito, da forma como foi desenvolvido o assunto. gostaria de receber em meu e-mail.

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