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nov 02

Platão, Sócrates e os Sofistas

Nos séculos V e IV, Atenas é o centro da vida cultural da Grécia. Surge a tragédia, a democracia, o novo padrão educacional, a nova organização social e política sem a dominação da aristocracia. Política, nesta época era completamente diferente do que vemos hoje. Discutiam-se somente as questões ligadas à cidade que era o espaço das relações humanas. A excelência política assume o lugar da excelência heróica. Substituindo os poetas cantores, surgem os professores de retórica que ensinam por dinheiro. São chamados de Sofistas e defendem que o homem é a referencia de todos os valores e que toda verdade é subjetiva e que não existe critério absoluto de verdade. São inimigos de Sócrates que acredita, assim como Platão e Aristóteles, ser a verdade absoluta.

A preocupação deste período é colocar a questão do ser do homem e não do ser das cosas. Sócrates questiona sobre bem e mal, justiça, verdade. Sócrates considera que o homem sábio é bom. Saber é ser bom. Só se faz o mal por não conhecer o Bem. Em contrapartida os sofistas, partindo da premissa “o homem é a medida de todas as coisas”, ensinam que não existe verdade e que não podemos conhecer nada com certeza usando a retórica como instrumento indispensável nos debates.
Sócrates se confronta com os sofistas nas praças através de dois métodos criados por ele.

A ironia e a maiêutica.

Através da expressão “sei que nada sei”, Sócrates tentava derrubar as certezas de seus opositores. A ironia era um dizer que dizia o contrário do que se queria dizer. Quando ele diz “eu não sei nada” e o diz a pessoas que sabem que ele sabe e muito, ele está querendo dizer: se vocês sabem que eu sei muito e eu digo que não sei nada, imagino o que vocês sabem!

A maieutica era o método, mediante a perguntas e respostas, cada um pode tirar de si o conhecimento. Pressupõe-se através deste método que a alma é eterna e imortal e que sendo eterna traz consigo todo o conhecimento. Nesse sentido, conhecer é somente lembrar do que já existe na alma.
Platão (430-350) era ateniense e aluno de Sócrates. Na sua época, Atenas estava repleta de intelectuais que pra lá convergiam em busca do conhecimento. Antes desse período, a apalavra era sagrada. No período socrático a palavra deixa de ser uma exclusividade da religião e dos reis. Isso acontece com o advento da democracia. Em função disso, torna-se possível debater, fazer uso da palavra. Através da Filosofia, aprende-se a pensar e argumentar. Era comum que nos debates nas praças existissem conflitos. Os Sofistas trazem a subjetividade da verdade. Platão surge nesse momento querendo resolver a questão da verdade. Para Platão, a verdade é absoluta e a Filosofia é a busca da verdade pela intelectualidade.

Chamada de Idealismo, a Filosofia Platônica considera a idéia como o princípio da realidade. A sociedade atual é materialista no sentido que o princípio do materialismo não é a idéia, mas a matéria. Para Platão, a idéia de uma coisa é a realidade dessa coisa. A idéia é uma abstração. É a essência e é invisível. Quando entendemos alguma coisa é porque idealizamos essa coisa. A idéia é universal, conceitual e abstrata. É única e imutável. É eterna, pois reside na alma.

As coisas têm aparência e essência. A essência de alguma coisa é o que esta coisa é e não a aparência. A aparência é a sombra e é ilusória sempre.

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