Presente de ontem, hoje e sempre

“E deu à luz a seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles no lugar onde todos dormiam” Evangelho de Lucas 2.7

Nas ruas, os sem teto,
desafetos da sociedade
continuam vivendo vidas
sem abrigo, sem calor,
vivendo em temor da morte
sem amor que lhes amenize a dor
de serem classificados simplesmente
doentes, sujos, Indigentes.
Desejando ir para casa
encontram fora dela
o que se espera encontrar
naquilo que se chama lar:
amor, compreensão, união,
mão que se estenda,
coração que compreenda
a falta de ter se perdido tudo
e oportunidade de não se ter nada.
Lembro-me de outro morador
também sem teto, também desafeto
Já menino rejeitado, atemorizado
junto aos pais, refugiado
para não conhecer a morte prematura
postura de um rei que já não era.
O menino sem teto
viria a ser também desafeto
da sua própria sociedade,
mas com o coração disposto a amar
e se doar completamente.
Ele segue sua vida simplesmente
transformando-se em morte doação,
mãos feridas, braços abertos
para salvar os que estão sem tetos
desafetos, mal amados, desesperançados
morando em casas, ou na rua
mas com a mesma realidade nua
e lhes dar a vida eterna,
presente de natal de ontem, de hoje e de sempre.

Feliz Natal!

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