Quando os ratos sentem vergonha dos “ratos”

regi - rato votandoPolítico no Brasil é igual a rato. Quem já teve que passar por uma infestação desses animais, sabe do que estou falando. De dia, quando todos podem vê-los, eles se escondem. Reviramos o ambiente onde achamos em que ele está, mas não os encontramos. À noite eles aparecem e fazem a festa.

Antes de continuar, me permitam uma correção, pois não poderia ser tão injusto assim com esses animais que agem por puro instinto de sobrevivência. Esses, devem ter vergonha dos outros ratos aos quais me refiro.

Os outros animais, os políticos, esses ratos sim, são uma praga pior. Primeiro, saem das suas tocas na época das eleições e aprecem nas urnas, depois desaparecem. Quando tem certeza de que farão um monte de besteira, roubos, falcatruas, corporativismo, sem quem ninguém saiba quem eles são, ou sem que atrapalhe seus projetos de poder, eles agem, gritam, emitem opiniões, fazem e acontecem. Basta que a população tenha visibilidade de seus atos, para eles agirem pior que os ratos e esconderem suas verdadeiras naturezas.

Dois fatos essa semana mostraram isso claramente.

O primeiro está relacionado com um deputado, condenado a 13 anos por seus crimes e que foi inocentado pelos seus pares na Câmara, aquele antro podre de ratos, tais como os ratos aos quais ela encobrem.

Há seis meses, esses ratos, encobertos pela noite chamada “voto secreto”, votaram contra o parecer aprovado pela Comissão de Constituição de Justiça, em um placar nada surpreendente de 233 votos a favor, 131 contras e 41 que se abstiveram de votar.

No dia 12/01/2014, quando foi feita a primeira votação sem o beneficio do voto secreto, dos quatrocentos e sessenta e oito votos, o rato condenado foi cassado sem piedade por 467. Um dos ratos preferiu abster-se de votar. Só para sinalizar o perfil desse rato que se absteve, ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por crime eleitoral, quando trocava votos por cirurgia de esterilização em mulheres no interior do Pará.

Desde junho de 2013, quando surgiu a onda do “gigante acordado”, surgiu com ela alguns baderneiros, que eram defendidos por políticos-ratos. Diziam estes ratos, que eles tinham o direito de se manifestar e fechavam os olhos para as badernas, quebra-quebra, roubos e toda sorte de ilegalidades que esses supostos manifestantes praticavam.

Com um evento lamentável, que culminou na morte de um trabalhador inocente e pai de família, um desses baderneiros citou o nome de um desses que se escondem de dia e aparecem a noite. Nesse momento, como aparecer atrelado à morte de uma pessoa inocente não ia fazer esse político ficar bem na foto da campanha eleitoral que já está na estrada, o rato, pressionado pela luz dos acontecimentos, disse que não conhecia, que não sabia de nada e que quando esteve por perto dos baderneiros era para assegurar os direitos-dos-manos.  Esse, que costumava bater forte como um martelo em quem reprimia os baderneiros, agora, à luz do dia, se mostrou um Martelo Frouxo.

E a população brasileira está entregue a esses ratos, que na obscuridade fazem o que querem fazer e à luz do dia, posam de éticos, honestos e quase santos.

As eleições estão chegando. Vamos colocar esses ratos no lugar em que eles merecem estar: na ratoeira da não-eleição e execrá-los à luz do dia.

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