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mar 03

Resumo crítico sobre o documentário “Os rivais de Jesus”

 Com tantos elementos religiosos antes, durante e depois da vida de Jesus na terra, a pergunta que se faz é por que o cristianismo e não os outros conceitos religiosos se tornou uma religião que cresceu até chegar aos tempos modernos? Esta pergunta está presente no documentário “os Rivais de Jesus”.

O documentário analisa vários personagens que se aproximaram da forma de ser e de pregar de Jesus, ainda que existissem algumas diferenças entre elas.

Apolônio de Tiana guardava semelhanças tremendamente próximas a Jesus. Era um filósofo pagão, nascido onde hoje é a Turquia. Sua vida, a começar pelo anuncio de seu nascimento à sua mãe é muito semelhante à história de vida de Jesus. Ele curava, exorcizava e há indícios de que ele também havia ressuscitado mortos, além de pregar a paz e o amor. No documentário, há uma afirmação de que a igreja suprimiu a história de Apolônio, pelo fato dele ser muito parecido com Jesus, mas o tipo de seguidor de Apolônio o diferencia de Jesus. Enquanto Jesus fez sua opção pelos pobres, Apolônio tinha como seus discípulos pessoas das classes mais altas do império romano. Não foi formado ao redor de Apolônio uma comunidade como a de Jesus, que fomentou sua história e sua teologia. Há uma hipótese de que teria sido a própria igreja cristão que tenha se encarregado em apagar a história religiosa de Apolônio.

Simão, o mágico, oriundo de Samaria, e viajou pregando do Egito a Roma. Havia uma certa efluência em sua pregação, tanto que há uma menção dele nos Atos dos Apóstolos. Talvez tenha sido essa influência a causa dele ter sido execrado nos textos de Atos dos Apóstolos. Acreditava que Jesus era a personificação da eternidade sagrada, enquanto ele era a personificação do espirito sagrado. A percepção de Simão sobre messias é dualista. O documentário é, por vezes, tendencioso, quando afirma que Simão era tão influente que o escritor de Atos teve que colocar uma suposta guerra de poderes entre Simão e os seguidores de Jesus.

Há um dado muito interessante no documentário. Mesmo após a morte de Jesus, continuam a surgir pessoas que se intitulam filho de Deus. Ser chamado de filho de Deus, naquele momento da história, era algo extremamente complicado, tendo em vista que o imperador romano já carregava esse título. Talvez tenha sido esse um dos motivos pelos quais Jesus tenha sido crucificado. Entretanto, isso não foi determinante para que a mensagem de Jesus ficasse restrita e até mesmo terminasse. Essa é uma diferença fundamental do que representou Jesus, como messias, para o que representou todos os outros que se chamaram messias. Enquanto a mensagem de Jesus continuou sendo transmitida, a mensagem dos outros foi esquecida.

O documentário, evoca vários profissionais que argumentam sobre alguns dos rivais de Jesus.

Por vezes, pareceu-me inconsistente essas argumentações, dentre as quais destaco a fala a respeito de Simão o mágico, quando a entrevistada afirma que, pelo fato da história ter sido escrita por vencedores, foi proposital a construção negativa a cerca deste rival, a fim de que sua história fosse apagada do cotidiano do cristianismo.

De fato, a história escrita por vencedores tem esse poder, entretanto, nós encontramos vários exemplos de perdedores na história, que, tendo agido negativamente e tendo sua história contada a partir dos vencedores, não teve os fatos históricos colocado em segundo plano. Acredito que a argumentação da pessoa entrevistada é tendenciosa e elaborada de forma equivocada.

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